O Douro que o homem moldou

Os patamares onde se planta a vinha, em socalco, foram a contribuição do homem para uma paisagem que é única e, por isso, Património da Humanidade. No Douro Vinhateiro, a paisagem foi modelada pelo engenho de acrescentar terrenos de cultivo a um território com as condições naturais ideais para o cultivo da uva e o fabrico do vinho.

Em Alijó, essa simbiose entre o homem e a natureza está bem marcada. E destas encostas nasce o vinho cuja fama é mundial. Mas é também aqui, na zona norte do concelho, que se faz um outro vinho de excelência: o licoroso Moscatel de Favaios.

São estes dois bons pretextos para se partir à descoberta de um território moldado como que por mãos de artista. Ao Douro, juntam-se os rios Tua e Pinhão, numa zona de grande beleza
que o homem habita desde há tempos imemoriais. São disso exemplo os vários castros que se encontram na região, bem como as pinturas rupestres de Pala Pinta-Carlão. Estas últimas são um dos três casos de pinturas rupestres conhecidos no país, dado que os homens que habitaram em tempos pré-históricos o território que hoje é Portugal pareciam mais dados à gravura que à pintura.

Gravuras, também tem o concelho de Alijó para mostrar, nomeadamente em Igrejinha, Botelhinha e no Castro do Castelo.

É em Alijó que está a Pousada Barão de Forrester, a primeira do país, e o edifício dos Paços do Concelho, cujo brasão foi danificado pelas tropas de Napoleão.

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