Caramulo, a vila e o museu

Foram os ares da serra que fizeram nascer a vila do Caramulo e não há tanto tempo quanto isso. A tuberculose grassava no país e em 1921 começou a construir-se a vila em terras de Tondela, com os seus sanatórios e infraestruturas que só muitos anos depois chegariam ao todo do país: água e eletricidade ao domicílio, rede de esgotos, espaços verdes e jardins públicos.

Este era o maior sanatório da Península Ibérica e nele os doentes podiam fazer os seus passeios pelos arredores, mas nunca passar os dois leões que ainda lá se encontram, para evitar o risco de contágio. Tudo nasceu da visão e teimosia de um médico, Jerónimo de Lacerda.

Mas os avanços da medicina fariam com que, inevitavelmente, o Caramulo conhecesse o ocaso com a mesma rapidez com que nasceu. É aqui que entram os dois filhos de Jerónimo de Lacerda. João e Abel não queriam ver morrer a sua terra e o legado do pai e começam a adaptar o Caramulo ao turismo de altitude. E bem o fizeram. Hoje a vila já não é sinónimo de doença, mas sim de bons ares.

Este projeto não pode ser dissociado do museu que fundaram de raiz. O Museu do Caramulo é hoje a principal atração do município de Tondela e junta uma eclética coleção.

É fundamentalmente conhecido por ter a maior coleção automóvel do país e uma das mais importantes da Europa, mas nas suas instalações cabem também os motociclos e velocípedes e, mais recentemente, o brinquedo antigo.

Mas aqui no Museu do Caramulo há também arte, com trabalhos de Picasso, Salvador Dali, Marc Chagall, Vieira da Silva, Amadeo de Souza Cardoso e muitos outros.

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